Falando de empatia
Estudando a empatia li que ela envolve três componentes: afetivo, cognitivo e reguladores de emoções.
1 – Afetivo: Tem por princípio partilhar e compreender o estado emocional do outro.
2 – Cognitivo: É a capacidade de deliberar sobre o estado emocional do outro.
3 – Regulador: A leitura do grau das respostas que o outro espera.
A empatia parte da perspectiva pessoal ou do valor obtido experimentalmente.
Todo indivíduo “deveria” estar ciente de suas próprias experiências e limitações e não deveria ter a obrigação ou a cobrança de confundir a si mesmo com a dor do outro.
Tal termo foi criado no séc. XX "para indicar a relação entre o um artista e um espectador que projeta a si mesmo na obra de arte".
Hoje, na psicologia e nas neurociências define-se como uma "espécie de inteligência emocional" e pode ser dividida em dois tipos: a cognitiva e a afetiva, ou seja, está relacionada com a capacidade de compreender a perspectiva psicológica do outro e da habilidade de experimentar reações emocionais por meio da observação da experiência do outro.
Vejo a empatia como uma identidade. A identidade vem de certos padrões de vidas pretéritas (gatilhos, instinto e intuição); culturalmente através do meio e costumes; vivências, experiências e principalmente da personalidade encarnatória da vida presente.
A reação pode ser adversa, pessoas mais emotivas sofrem junto enquanto outras mais práticas se envolvem menos e isso é independente da auto defesa psíquica de quem observa ou interage.
Nos casos desconfortantes, algumas pessoas cobram ou esperam do outro reações de conforto, colo e apoio e não assimilam o respeito e/ou não envolvimento e tendem a prejulgar o outro como frio e insensível por não ir ao encontro das suas expectativas.
A vida está repleta de oportunidades de desenvolvimento de habilidades e aprendizagem em todos os aspectos possíveis. Algumas vezes mais dolorosas e outras mais prazerosas, mas cada experiência ou vivência é individual e necessária para seu aprimoramento individual e coletivo.
As pessoas não demonstram empatia de igual forma. Cada pessoa tem 100% e os 100% são diferentes uns dos outros mesmo quando existe elo. De fato, o que importa é que esses 100% estejam atuando em sua plenitude, afinal são as diferenças que promovem, estimulam, provocam e nos ensinam. E isso sim deve ser compactuado e compartilhado.
By Zi ©

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